

Já faz tempo que venho me reinventando profissionalmente; confesso que, mais recentemente, de forma mais consciente e planejada.
Quando mais jovem, meu sonho era ser um executivo e, perto dos 28 anos já estava neste patamar, atuando como Gerente Nacional de Vendas em uma multinacional e, com passagens em alguns países do mundo.
Nesta época (1995), atendendo a um convite de um amigo, comecei a lecionar em uma escola técnica e coincidentemente, a ministrar treinamentos para minha equipe de vendas e, as de nossos representantes. Pronto, me encantei pela área do ensino e decidi: “quero trabalhar com educação, treinamento e consultoria”.
Para viabilizar este plano, mudei de estado (SP para SC) e montei duas empresas: uma de representação comercial (que a tempos vendi) e outra de consultoria e treinamento (que tenho até hoje). No mesmo ano (1997), comecei a lecionar na Univille, onde atuo (com muito prazer e alegria) até hoje. Pronto, acabava de me reinventar profissionalmente.
Nos último anos, logo após concluir meu doutorado na área da psicologia (voltada à educação), comecei uma jornada de autoconhecimento que me levou a concluir um curso de parapsicologia, várias formações em hipnoterapia e na área de mentoria.
Além disso, tive o privilégio de poder fazer algumas jornadas fora do Brasil, no México, na Índia, no Marrocos, no Egito, na Turquia, entre outros lugares.
E, neste ciclo, um novo processo de reinvenção profissional se inciou.
A mais de três anos, atuo no Mentoring da mente, principalmente com foco em carreira; trata-se de um processo que une o Mentoring (ou mentoria) e o autodesenvolvimento, por meio da hipnoterapia.
O que me levou a trabalhar com isso? Bem, inúmeras são as pesquisas que mostram que a maior parte das pessoas está infeliz no trabalho. Uma das mais recentes aponta que quase 40% dos profissionais se sentem desmotivados; a principal causa de insatisfação é a falta de oportunidades de crescimento, citada por 34% dos entrevistados. Outras razões são o clima organizacional (20%), salário atual e função pouco desafiadora (ambos mencionados em 13% das respostas) – (Folha de São Paulo/2019).
E por qual motivo isso acontece?
Normalmente as pessoas não pensam em suas carreiras, não projetam onde querem estar em determinado período da vida e não se preparam para isso. Trata-se da lei do ritmo hipnótico! Explico: na segunda você acorda, vai para o trabalho (pois precisa trabalhar para ter dinheiro), passa o dia todo produzindo (por vezes sob muita pressão) e quando percebe, já é o fim de mais um dia comum. Daí, vai para a faculdade, ou para um curso de idiomas ou para a academia (pois precisa se atualizar e estar saudável). E no dia seguinte é a mesma rotina.
No final de semana, você está tão esgotado que não tem energia alguma para concentrar-se e pensar na carreira, na vida, ou em você. O que você mais deseja é relaxar. Daí, por vezes, come em excesso, gasta em excesso, não estuda e, desta forma, gera mais razões ainda para se apegar à rotina da semana (trabalho, estudo e academia).
É por isso que, de vez em quando, você se assusta ao perceber que já está quase no final do primeiro semestre, ou seja, a velha e batida exclamação: “caramba! O ano está voando!”. E logo chegará o Natal e a promessa: “o próximo ano será diferente!”.
Posso garantir que não será! Pois nos apegamos à rotina e se você não quebrar isso, tudo será sempre igual. Faz sentido ou estou exagerando?
O Mentoring pode ser uma boa maneira de quebrar este ciclo, ainda mais, quando aliado à hipnoterapia.
Mas qual a diferença do Mentoring para o Coaching?
Podemos encontrar muitas vertentes e opiniões diferentes mas, considerando que:
1) No Mentoring, o mentor, orienta o mentorado e, por vezes, aponta e sugere possíveis caminhos;
2) No Mentoring, o foco prioritário é o aspecto profissional;
3) O Mentoring só pode ser realizado por um profissional senior, com larga experiência, para poder assim, orientar, sugerir e, se necessário, direcionar as ações do mentorado.
Então, no Mentoring, o mentor transmite o seu know-how para o mentorado, responde a dúvidas, compartilha conhecimentos e boas práticas e orienta, sugere e até direciona; enquanto no Coaching, o profissional conduz o coachee a tomada de decisões, por meio de perguntas, sem apontar ou sugerir caminhos.
Qual é o melhor? Aquele com o qual você se identifica! Pois, por vezes, alguns profissionais dizem que fazem mentoring, mas fazem coaching e vice-versa.
Como é o processo de Mentoring?
Você pode encontrar vários formatos no mercado, por isso, vou falar da forma como atuo, pois é o resultado de estudos e aperfeiçoamento contínuo.
Normalmente agendamos de 6 a 8 encontros (presenciais e/ou remotos) nos quais abordamos os seguintes temas:
1 – O momento atual e a identificação de valores e propósitos;
2 – Áreas de foco e o equilíbrio;
3 – Visão estratégica – Mudança;
4 – Meta – Pontos fortes e recursos / definição e estratégias;
5 – Motivação – Comprometimento;
6 – Definição da linha do tempo e fechamento do processo.
Quem conhece processos de coaching deve estar se perguntando: “o normal não seriam 10 encontros”?
Ótima pergunta!! É aí que a hipnoterapia é o grande diferencial. Pois ela potencializa o foco e, principalmente, a identificação e a solução do que, o mercado se acostumou a denominar como: crenças limitantes; na verdade, seus medos!
Espero ter conseguido explicar um pouco sobre estas super ferramentas de melhoria pessoal/profissional (Mentoring com hipnoterapia), mas, se ficou alguma dúvida ainda, manda nos comentários. Sucesso!!!
___Sou Victor Aguiar e meu propósito é colaborar no desenvolvimento das pessoas. Quer saber mais? Veja meu site, ou meu canal no youtube, ou ainda, meu instagram.